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Peste suína faz a China procurar carne brasileira

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que o surto de peste suína africana pode se tornar um bom negócio para o Brasil, uma vez que a China deve importar mais carne de porco brasileira. De acordo com o vice-presidente de mercados da ABPA, Ricardo Santin, a alternativa chinesa será muito satisfatória para o Brasil, que conseguirá despachar a carne que sofreu embargos da Rússia.
Mesmo não sendo o país ideal para se exportar esse tipo de alimento, Santin salienta que os negócios com a China têm um grande potencial. “Os chineses ainda não são o substituto perfeito para a lacuna deixada pela Rússia, onde o Brasil está embargado, mas tem potencial para atingir a mesma representatividade”, diz.
Segundo a T&F Consultoria Agroeconômica, o interesse chinês na carne de porco brasileira pode representar, em médio prazo, um aumento também na demanda interna de milho do País. No entanto, a T&F salienta que essa influência não acarretará, necessariamente, nos preços do cereal.
“Se confirmado o aumento da demanda chinesa sobre as carnes brasileiras ele poderá provocar, por sua vez, aumento da demanda de milho no mercado interno do Brasil”, diz em nota. “Mas isto não significa necessariamente aumento dos preços do cereal, uma vez que já estão no limite suportável pelos consumidores, mas sim, que o atual nível ao redor de R$ 40,00 poderá se manter por mais tempo do que inicialmente previsto”, completa o texto.
Na última semana, o ministério da Agricultura chinês identificou a ocorrência de mais um surto de peste suína africana, desta vez, a 965 quilômetros de onde foi registrado o primeiro.

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