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Que seca é essa??!

Pois já estamos sentindo o tempo extremamente seco novamente. Nas minhas caminhadas diárias com meu cão, inspiração de todo o trabalho que faço, há muito já enfrento a poeira da terra, que sobe quando ele cisca a grama esturricada. O verde vai desaparecendo dia a dia. A baixa umidade do ar, típica dessa época do ano, continua exigindo muitos cuidados especiais das pessoas. As condições climáticas pioraram tanto no Brasil que já estamos vivendo o chamado “estado de alerta”, índice considerado de atenção pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Nesse período extremamente seco, a predisposição para as doenças alérgicas aumenta, sem falar nos problemas que também costumam afetar a pele e os cabelos, entre tantos outros.
Mas, afinal, a baixa umidade castiga apenas os seres humanos? Não, os animais também.

Sintomas semelhantes

Quando a umidade do ar está muito baixa, como acontece atualmente, os cães apresentam sintomas parecidos com os dos humanos: coceira nos olhos, boca seca, dificuldade para respirar, desidratação etc. É por isso que o movimento nas clínicas veterinárias tem uma alta considerável.

Situações mais comuns

As situações mais comuns são de animais que apresentam problemas respiratórios, principalmente filhotes e idosos, que já convivem com doenças como asma e pneumonia. Com aqueles cães que têm focinho curto e já apresentam dificuldade para respirar, nesse período o problema se agrava. Muitos animais chegam a necessitar, inclusive, de inalação para amenizar os efeitos do ar seco. Em cachorros mais ativos, que gostam de correr, brincar e ter uma rotina animada, os efeitos da baixa umidade do ar ainda podem ser mais graves, provocando até mesmo o sangramento nasal.

Doenças virais

Fique atento, porque o período seco também favorece o aumento dos casos de doenças virais, que são aquelas disseminadas por inalação. Exemplo disso é a cinomose, que atinge o sistema nervoso dos animais. Ela é altamente contagiosa, muito grave e pode levar ao óbito. Na hipótese do animal sobreviver, poderá apresentar sequelas neurológicas. ATENÇÃO: O animal que tem a vacinação em dia fica livre do risco de desenvolver a cinomose.

O combate

Para evitar que seu animal de estimação sofra problemas graves, tenha sempre disponível água potável fresca. Durante todo o dia, troque a água deles, deixando-a sempre fresquinha para o consumo, que deve ser de, no mínimo, um litro. Panos molhados no ambiente em que ele fica também são recomendados. Os banhos estão liberados, pois ajudam a refrescar. Faça sempre opção pelas caminhadas no início da manhã ou no final da tarde, quando o sol está mais ameno. Se perceber ressecamento no cotovelo, joelho e nos calos de apoio, use um hidratante apropriado. E no mais, muito carinho, amor e dedicação a eles.

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