Polícia

Uberabense acusado de sonegação de impostos é preso em operação

Juliano Carlos

Uberabense acabou preso durante operação do Ministério Público e Receita Estadual sob a acusação de sonegar mais de 40 milhões de reais em impostos. Vários documentos, computadores e celulares foram apreendidos na operação “Minha Casa, Meu Milhão.
De acordo com informações do Promotor de Justiça Genney Moura, as investigações foram iniciadas no ano de 2016, quando um caminhão de transporte de valores foi abordado na rodovia BR-050, perto de Delta, com envelopes que possuíam várias notas fiscais destinadas a empresas de Uberaba e região. A partir deste ponto, foram realizadas investigações e foi constatado que um representante comercial de Uberaba, um empresário da cidade de Monte Alegre de Minas, além de vários outros em Uberaba e região, estavam sonegando impostos através de notas fiscais que não eram registradas nem pagas, sendo que as mercadorias chegavam até o município e eram distribuídas em toda região.
Na manhã de ontem os auditores da Receita Estadual, funcionários do Ministério Público e policiais militares cumpriram os mandados de busca e apreensão e prisão nas cidades de Prata, Tupaciguara, Guimarânia, Patrocínio, Uberlândia, Ibiá, Monte Alegre de Minas e Catalão, no Estado de Goiás.
Ainda de acordo com a autoridade judiciária, foram apreendidos vários documentos, aparelhos celulares. Em Uberaba, o representante comercial R.A.M., de 54 anos, foi detido em residência na Rua Doutor Paulo de Oliveira, no Jardim São Bento. Outro empresário também foi preso na cidade de Monte Alegre de Minas e, segundo informações da promotoria, a quadrilha movimentou mais de R$ 334 milhões nos últimos dois anos, restando um prejuízo de mais de R$ 40 milhões ao estado.
Os acusados presos em flagrante foram levados para os presídios de Uberaba e Uberlândia, onde responderão à Justiça pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e sonegação de impostos.
Genney falou ainda que as investigações continuam e mais pessoas podem ser presas a qualquer momento. “Através dos materiais apreendidos, vamos dar prosseguidos às investigações, porque somente seis empresas foram identificadas e mais pessoas podem ser presas a qualquer momento”, concluiu.

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