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Vaiado ao criticar reforma trabalhista, Ciro Gomes reage: ‘É assim que vai ser’

O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, foi vaiado em evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, ao defender que a reforma trabalhista foi uma “selvageria” aprovada contra os trabalhadores.
Ele voltou a dizer que, se eleito, irá ouvir todos os setores antes de sugerir uma nova proposta para a área.”Não tenho poder de revogar a reforma trabalhista no primeiro dia. Precisamos substituir essa selvageria por uma verdadeira reforma trabalhista. Meu compromisso com as centrais sindicais é botar esta bola de volta para o meio de campo”, disse. O discurso fez com que parte da plateia iniciasse uma vaia contra o pré-candidato.
Ciro reagiu. “Pois é, vai ser assim mesmo. Se quiserem presidente fraco, escolham um desses aí que vêm com conversa fiada para vocês.” Em seguida, o pré-candidato pediu que a plateia colocasse a “mão na consciência”.
“50 milhões de compatriotas nossos estão vivendo o pão que o diabo amassou na informalidade. Vamos colocar a mão na consciência, cavalheiros”, afirmou. O evento promovido pela CNI, chamado “Diálogo da Indústria com os candidatos à Presidência da República”, tem como objetivo apresentar aos presidenciáveis propostas do setor para as eleições deste ano.
Antes do fim de seu tempo, Ciro voltou a falar sobre o assunto e procurou defender que o problema da indústria brasileira não são os salários de trabalhadores, mas sim a política de câmbio e juros. Em seguida, ele arrancou aplausos da mesma plateia ao dizer que irá agir sobre “os dois preços centrais que estão desindustrializando o Brasil: câmbio e juros”.
Ele também ironizou o fato de a mesma plateia ter aplaudido, mais cedo, o pré-candidato do PSL, Jair Bolsonaro, que também discursou no evento da CNI. “Sinal dos tempos”, respondeu. “Cada um tem o candidato que merece, eu teria vergonha de bater palma para o Bolsonaro”, afirmou.

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